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13 de Maio

António Guerreiro (PT)

Teórico, tradutor e crítico literário. Depois de leccionar a cadeira de Introdução aos Estudos Literários na Escola Superior de Educação do Porto, é convidado para ingressar nos quadros do jornal “Expresso” onde exerce funções de crítico literário e jornalista cultural. Esteve em Berlim como bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a fim de preparar uma tese de doutoramento em teoria da literatura, a qual tem como tema a obra de Walter Benjamin. Outra forte influência no seu trabalho é a de Aby Warburg. Publicou cerca de duas dezenas de artigos em revistas literárias e culturais especializadas e em revistas universitárias como a Colóquio- Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian, a Revista de História das Ideias, da Universidade de Coimbra, ou a Revista Românica, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Traduziu também autores franceses e italianos como Giorgio Agamben, Mario Perniola, Umberto Eco, Baudelaire, Bernard Henri-Lévy ou Fernand Braudel. É ainda co-fundador da revista Elipse.

RESUMO

REPRESENTAÇÕES E DESVIOS DA MATÉRIA POLÍTICA


Numa conferência proferida em Paris, no ano de 1934, intitulada “O Autor como Produtor”, Walter Benjamin, falando da literatura de tendência, afirmou: “Uma obra só pode ser politicamente correcta se também for literariamente correcta”. Esta asserção é o ponto de partida para analisar os equívocos que sempre dominaram a questão da arte politicamente empenhada (as posições de Lukács e Adorno constituem dois pólos importantes nesta problemática) e para mostrar que quando Kafka, a 2 de Agosto de 1914, escreveu no seu diário “A Alemanha declara guerra à Rússia. À tarde piscina”, não estava a subtrair-se a uma relação de responsabilidade com o seu tempo que é de natureza política.


10/14

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