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11 de Maio

Livia Flores (BR)

Escola de Comunicação ECO, Universidade do Rio de Janeiro UFRJ, Brasil.

Artista e professora da Escola de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutora em Artes Visuais (EBA/UFRJ, 2007). Nos últimos anos realizou exposições individuais na Galeria Progetti (Rio de Janeiro, 2008) e no Mamam no Pátio (Recife, 2007) e participou das coletivas Tempo-matéria, MAC Niterói, Reading Room 1: Brazil, MACBA, Barcelona, The End. And... Latincollector, New York e Serralves A Coleção 2009, Museu de Serralves, Porto. A sua produção artística desenvolve-se em torno de questões materiais e processuais, que se têm desdobrado num interesse cada vez mais acentuado na imagem e as suas implicações. Publicou recentemente o texto "Notas sobre a (Fotografia das Sombras dos Readymades)”, Revista Concinnitas nr 14. (Org. Sheila Cabo Geraldo), Rio de Janeiro, 2009.


RESUMO

UNCUT/ Como fazer cinema sem filme?


Podemos dizer que o cinema, assim como a memória, monta na seta do tempo para melhor operar as margens de comutação entre o que seria possível e o que seria real. Justamente, seria: uma contração temporal, um futuro do pretérito.

No mundo em que vivemos, o grande benefício de seu pleno desabrochamento cinemático talvez seja exatamente o de nos lembrar, a todo instante, que uma imagem é apenas mais uma imagem que se acumula e menos uma prova de passado. E inversamente: o que se mostra pode estar apenas performando uma imagem. Ou seja, as franjas do “mais ou menos sempre possível” (Duchamp) continuam a se estender indefinidamente.

Neste contexto, o leit-motiv expresso pela pergunta “como fazer cinema sem filme?” se renova e desdobra, não apenas como alegoria do digital mas também do sem registro. Considerando que o corte e a repetição sejam prerrogativas do cinematográfico, como pensar a paragem do “sem corte”, como operar as condições de visibilidade de tudo o que furtivamente se mostra diante de nossos olhos? Se o filme se torna facultativo, como manter sua potência, como transitar entre a sua presença e ausência?

* * *

Na conferência, procurar-se-á investigar a incidência do cinematográfico sobre modos instáveis de produção em arte através da referência a certos artistas e pensadores, como Lucrécio, Duchamp, Bruscky, Pasolini, entre outros.

No workshop, destinado a estudantes e artistas, o interesse reside em desdobrar as questões abordadas na conferência através da troca de experiências e da discussão de trabalhos realizados e projetos em andamento.

Canalcontemporaneo


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