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12 de Maio

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The Future Past of Media Art

Ao longo das últimas décadas, a categoria mais ou menos indefinida da media art tem servido para designar de modo abrangente os cruzamentos entre a arte e os media tecnológicos. A chegada do digital levou mesmo à criação de uma nova categoria — conhecida por new media art — , em boa parte sustentada nas diferenças operativas trazidas pelos media computacioniais.

Será possível continuar a considerar a media art como uma categoria operativa para a delimitação de certas práticas artísticas? Será a distinção entre velhos e novos media ainda relevante num contexto em que o passado e futuro dos media parecem coexistir num mesmo plano?

Na verdade, ao impor uma lógica de auto-fechamento que impede um confronto directo com o território da arte contemporânea, a categoria da media art, com ou sem o prefixo new, tem revelado as suas limitações. A presença de dispositivos tecnológicos de vária ordem é hoje um aspecto fundamental para a cartografia da prática artística e parece por isso fazer pouco ou nenhum sentido reclamar uma especificidade sustentada numa mera diferença tecnológica. Em alternativa, talvez tenhamos que passar a considerar de uma vez por todas que, por um lado, a arte contemporânea e, por outro, a media art, são hoje uma única realidade em que noções como as de obsolescência e inoperatividade convivem sem problemas com o futuro dos media e o sentido prospectivo da arte.


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